terça-feira, maio 30, 2006

MÃE DE FAMÍLIA



É uma das mais bonitas gatas das docas de Lisboa. Bem tratada e mimada de diversas maneiras. Tem três meninos, que estão bem alimentados, têm uma casinha e até um ratinho para brincarem. E a Mãe está sempre por perto. Há meses que a fotografo, e já apareceu por cá diversas vezes. Espreitem o arquivo...

Texto e fotografias do Gatopardo - 2006

domingo, maio 28, 2006

O GATO DA CASA BRANCA


"Sempre que se deixava acariciar pelo seu querido presidente, Kitten sentia as características vibrações daqueles que estão prometidos a um fim trágico e isso incomodava-o e impedia-o de dormir as suas catorze ou quinze horas diárias nos recantos predilectos da Casa Branca."

... "Ainda o avião presidencial ia no ar e já Kitten, num sonho premonitório, antecipava a tragédia, vendo a cabeça do dono a tombar ensanguentada no colo de Jacqueline. Que estupidez aquela de quererem desfilar pelas avenidas de Dallas num carro descapotável, pondo-se à mercê de qualquer louco!"

O Pressentimento de Kitten, in Amados Gatos, de José Jorge Letria

Foto e edição de texto do Gatopardo - 2006

Do Antigo Egipto à Casa Branca, são inúmeros os gatos influentes próximo dos grandes decisores. Sempre o fascínio pelos gatos...

quinta-feira, maio 25, 2006

BÉBÉ TRIPÉ



Olá a todos...

Sou o gato Tripé do Cais da Rocha, que perdeu uma patinha mas ganhou uma família que me está a tratar muito bem.
Tenho dormido muito, hoje preguei-lhes uma partida e estive escondido umas horas. Quando não estou a dormir, brinco e encho a barriga. E descobri um sofá enorme, muito confortável...
Também gosto de apanhar sol à janela, mas têm-nas sempre fechadas. Gosto tanto de ar fresco no nariz... Enfim, não se pode ter tudo.
Os meus amigos mais velhos tratam-me bem, em especial o Barrabás, que me adoptou e só se aborrece quando lhe mordo a pontinha da cauda. O tio Barabás parece já ser velhote...

COLÓNIA DE GATOS DA ROCHA


O vosso amigo Gatopardo esteve ontem novamente na Rocha do Conde d'Óbidos de visita à colónia local. Os Meninos e Meninas estavam esganados, sem água nem comida, o que se resolveu com diversas latas disputadas ordeiramente, e com um saco de granulado seco...

Com a recolha por parte da Ana e do Nasir de algumas gatas e de diversos infantes, a população está mais reduzida. Compareceram ao banquete 15 gatos, em vez dos 25 anteriores. O decréscimo p+opulacional é temporário, pois há diversas meninas em vias de serem Mães...

O ciclo da vida, também entre os Gatos de Lisboa...

domingo, maio 21, 2006

CATWAYS

Ninguém é perfeito e a adaptação dos gatos urbanos ao ritmo motorizado das nossas ruas e estradas é muito acidentado. Fico arrepiado de cada vez que vejo um gato a atravessar uma rua por entre os carros, a olhar a direito, indiferente aos dragões de quatro rodas mesmo ali em vertiginosa promiscuidade. Normalmente o anjo da guarda guia as quatro patinhas imprudentes, mas quantos acabam nesses lençóis de betão negro? Enfim, cenas de um mundo hóstil, seus gatos malucos...
Há dias alguém me disse que parecia uma velhinha a conduzir. Não acho justa a observação, mas a moderação em termos de velocidade diminui os riscos das quatro rodas. Para nós e para as muitas criaturas de quatro patas. Nossas irmãs...

sexta-feira, maio 19, 2006

O PRIMEIRO GATO


O nosso primeiro gato é sempre o PRIMEIRO, como com os AMORES.
O meu foi um siamês fantástico, companheiro de aventuras durante 18 anos.
O mais velho era eu, que tinha mais 2 anos que o Mouxi.
Lembro-me do dia em que nos conhecemos, numa loja de animais junto ao Hotel Mundial, que ainda existe. Um passeio à Baixa com o Pai e a Mãe e entramos na loja. Eras o mais endiabrado da ninhada, e trouxemos-te para casa dentro de um saco de papel pardo com furinhos, para respirares. Parece que te estou a ver, um rebuliço dentro do saco no Electrico 18, para a Estrela.
Foste o meu primeiro irmão, bricavamos pela casa toda, saltavas de cima das portas quando eu passava, e consta que um dia te dei banho com pó de talco... E dormias na minha cama. E tinhas olhos azuis lindos, e eras muito falador. E tenho muitas saudades. Qualquer dias conto mais histórias tuas.

PS: A fotografia é do meu afilhado mais recente. O Guga, um siamês muito parecido com o meu primeiro gato. Encontrei o Guga na rua abandonado debaixo de um carro, e arranjei-lhe uma nova dona. Está lindo, cheio de mimo, o pelo tornou-se bonito outra vez... Um gato com sorte.

quarta-feira, maio 17, 2006

LE CHAT (O GATO)

Gaspar, gato feliz, companheiro de aventuras campestres com o Gastão. Fotografia do Gatopardo-2006
















Viens, mon beau chat, sur mon coeur amoureux;
Retiens les griffes de ta patte,
Et laisse-moi plonger dans tes beaux yeux,
Mélès de métal et d' agate.

Lorsque mes doigts caressent à loisir
Ta tête et ton dos élastique,
Et que ma main s' enivre du plaisir
de palper ton corps électrique,

Je vois ma femme en esprit. Son regard,
comme le tien, aimable bête,
Profond et froid, coupe et fend comme un dard,

Et, des pieds jusques à la tete,
Un air subtil, un dangereux parfum
Nagent autour de son corps brun.

Charles Baudelaire, in Les fleurs du mal

terça-feira, maio 16, 2006

PAISAGEM COM GATO

Nunca conseguirei agradecer as sensações boas que os gatos me têm proporcionado nesta vida de todos os dias.
E gosto particularmente de uma paisagem com Gatos.
Como esta menina preta de gravatinha branca, que conheci ontem, ali onde o Tejo troca águas com o oceano, junto ao mar.
Uma colónia de gatos actualmente reduzida a alguns -poucos- exemplares. Um macho Amarelo, já com ar envelhecido por muitas lutas e uma vida de ar livre, e esta Pretinha simpática. Alguém lhes dá água e comida. E mimos, que ela está habituada e é sociável. Falou comigo, naqueles miaus tranquilos que só uma Gata culta e educada em liberdade sabe dizer. Falámos, fiz fotografias..., quem sabe talvez nos voltemos a encontrar.
Gosto de uma Gata na paisagem.
E não entendo que haja quem ainda alimente susceptibilidades relativas a gatos pretos.
É um insulto à inteligência, deles e nossa e uma falta de respeito à mão natureza, que tão tolerante se mostra sempre...

sábado, maio 13, 2006

À CERCA DE GATOS

Fotografia do GASTÃO, um aristocrático gato de famíla nascido em berço de ouro há 13 anos e muito amado. Fotografia do GATOPARDO
Cats are rather delicate creatures and they have many different ailments, but I never heard of one who suffered from insomnia.

Joseph Wood Krutch
"February" - The Twelve Seasons

Os gatos são criaturas particularmente delicadas, com muitos achaques, mas nunca conheci nenhum que sofresse de insónia

Joseph Wood Krutch
"February" - The Twelve Seasons,
traduzido pelo GATOPARDO

sexta-feira, maio 12, 2006

SOU A GATA AMARELA



Sou uma gata amarela linda, e um destes dia vou ser Mamã.

Sou muito meiguinha e sociável, dou marradinhas, e tenho muito afecto para partilhar com alguém que seja capaz de me recolher e aceitar para dividir o seu espaço doméstico.

Estou no cais da Rocha, mesmo atrás do Speakeasy, com muitos amigos pobres...

Quem me quer fazer mais feliz?

GATINHO (A) TRISTE



Duas imagens de um dos gatos mais jovens da colónia felina da Rocha. Tem mau aspecto mas é vivaço, e provavelmente um banho, vacinas, etc... faziam dele um bom companheiro? Alguém o quer?

OS GATOS DO CAIS DA ROCHA

Tenho visitado os gatos do cais da Rocha. Estive lá novamente ontem, e fiz mais algumas fotografias.
É uma sensação boa estar rodeado de dezenas de olhos felinos, muitos escondidos no meio das ervas, como que embuscados. Os gatos são curiosos e acabam por se aproximar. De referir diversas gatas à espera de bébés. E um gato (a) de cerca de dois a três meses em muito mau estado...
Este grupo de gatos, talvez composto por 40 exemplares, inclui algumas gatas muito mansas e sociáveis, que se aproximam, e quase pedem: "leva-me para casa"... Se alguém souber de possíveis donos, digam alguma coisa ou apareçam no local. Esta tarde vou lá de novo, com uas latas de comida e água.

quarta-feira, maio 10, 2006

GATOS MISERÁVEIS - ICONOGRAFIA






Gatos da rua à espera de ajuda e solidariedade, em Lisboa...

GATOPARDO

segunda-feira, maio 08, 2006

MISÉRIA DE GATOS

Uma colónia de gatos absolutamente miseráveis numa zona central de Lisboa. Magros, sujos, maltratados, são dezenas, alguns ainda pequenos.
Junto ao primeiro gato da foto, uma pata de um gato decepada.
Após algum tempo com estes lisboetas de quatro patas deserdados da sorte, gerou-se logo alguma familiariedade com o vosso amigo GATOPARDO. Se alguém quiser e tiver a possibilidade de acolher um gato, podem contactar-me. Não fiquem chocados com a pose realista das fotografias. Ao natural é bem mais pungente.

domingo, maio 07, 2006

DUAS GATAS, UM GATO E UM MENINO

Duas gatas, um gato e um menino. Uma fotografia de Abril de 1975, quando comecei a registar em película imagens diversas.
As gatas chamavam-se Shirikit e Nine. O gato era o Mao-Tsé-Tung, um siamês heróico, tal como o seu homónimo. Não era um rasgo de inteligência, ao contrário das meninas, como sempre acontece entre machos e fêmeas... Foram embora há muitos anos. Ficaram saudades e imagens.
O menino cresceu e tornou-se artista. Continua a gostar de gatos.

sexta-feira, maio 05, 2006

GATA DA MINHA VIDA

Hoje apetece-me dizer que és a Gata da minha vida, um dos meus amores mais queridos. Que te adoro. Que nem quero sequer imaginar que um dia possas partir e deixar uma saudade destroçada sem remissão. Já te segredei que tens um pelo de seda? Olhos de safira? Que o teu toque quando te encostas a mim é um mimo permanente? Que foi sempre assim desde que nos conhecemos há sete anos?
Quero que as tuas sete vidas nos mantenham juntos sempre..., que o teu olhar se cruze com o meu com a doçura de sempre...

Que bom amar uma gata, a vida, a poesia que há à nossa volta...

GATOPARDO

quarta-feira, maio 03, 2006

GENTE RICA, GATOS POBRES

O GATOPARDO esteve fora por uns dias, em peregrinação lúdica por terras várias, na Europa do Sul e na África do Norte.
Em Nápoles, de visita ao Castel Nuovo cruzei-me com esta gata amarela muito magra e triste. No átrio do castelo, um bando de garotos resolveu persegui-la. Sem exito, felizmente, que a gata tinha um esconderijo mesmo ali à mão. E alguma comida: em Nápoles, só podia ser spaguetti...
Não admira que esta amarelinha e o seu companheiro estivessem tão magros... Mas soube depois que a dieta destes amigos é complementada regularamente com uns ratinhos que se aventuram pelo castelo...
Já na Riviera Francesa e no Mónaco, de gatos de rua nem o menor vestígio. Fiquei com a sensação desagradável de que os serviços camarários locais treinam regularmente as suas aptidões a apanhar gatos vádios. Nada pode incomodar tanta gente de bem, aboletada à beira do Mediterrâneo. Gatos só portas adentro, engordados a ração ou latinhas. E de unhas cortadas.

GATOPARDO

sábado, abril 22, 2006

DAVOS INTERNATIONAL CATS FORUM

O Excelentíssimo GATOPARDO cumpre o dever de informar os leitores (as) ilustres que está de partida para DAVOS onde vai chefiar a delegação nacional ao INTERNATIONAL CATS FORUM - 2006.
Do programa consta uma participação na Assembleia, em que vai dissertar sobre temas ligados ao fenómeno do Fundamentalismo entre os Humanos.
Assim, queridos leitores (as), só nos resta prometer voltar muito em breve com novas de gatarias internacionais...

GATO OPERÁRIO

Em Lisboa, as indústrias foram-se instalando, lenta e gradualmente, à beira-rio, ao longo do século XIX. Na zona ocidental da cidade, desse núcleo indústrial primitivo resta o estaleiro naval da Rocha, propriedade da Administração do Porto de Lisboa e explorado por um concessionário, a empresa NAVALROCHA.
É um espaço onde em tempos se construiam navios e onde hoje se fazem reparações. Mais parece um museu indústrial, pelo ordenamento do espaço e pela arquitectura de época muito marcada e bem preservada.
Foi no estaleiro que há dias o GATOPARDO e a sua prestável Nikon se cruzaram com o GATO OPERÁRIO. Apanhado em flagrante, escondido no meio de um emaranhado de metais, o olhar alerta face ao intruso.
Durou poucos segundos: fotografei e ele desapareceu de imediato.
Se calhar além de operário é militante em alguma organização na clandestinidade.

quinta-feira, abril 20, 2006

GATA BRANCA DAS DOCAS

Vinte de abril de doismileseis lá pela tardinha, ali para o lado da Doca de Alcântara, em Lisboa, mesmo ao pé do Speakeasy.

O GATOPARDO em passeio abraçado à sua Nikon.

Uma gata branca e preta encardida a andar junto à beira do cais. De repente, mergulha num vaso com um arbusto, e eis a Princesa da Doca a saborear a doce liberdade à sombra, na primeira tarde de Verão do ano - ainda que por antecipação.

Umas fotografias, a artista a fazer pose...

E a gatinha do cais por lá ficou...

terça-feira, abril 18, 2006

O GATO DO FARAÓ

Eu sou o gato esguio e atento que costumava sentar-se sobre um tapete bordado a ouro, à direita do Faraó. A ternura que ele me dedicava converteu-se em verdadeira veneração quando se apercebeu da minha genuína origem divina. (...)
Quando viajávamos ao longo das margens do Nilo, eu era o ser vivo que mais perto dele podia estar, dormitando ao seu colo e recebendo o consolo dos seus lentos afagos.

Excerto do conto Bastet Malraux e o Faraó, in Amados Gatos, de José Jorge Letria

Gato Amarelo fotografado pelo ET no dia de Páscoa junto à cabana da Avó do Capuchinho Vermelho, em plena floresta.

sábado, abril 15, 2006

GATOPARDO INFORMATIZADO

Quem disser que os GATOS são animais irracionais, está a proferir um disparate tremendo. Aqui o GATOPARDO adaptou-se perfeitamente às novas tecnologias de comunicação, apesar de não abdicar de umas miadelas discretas sempre que lhe dá na real gana. Progresso sim, mas sem perder as melhores tradições de sempre...

E por este andar, com tantas horas ao computador, qualquer dia ainda vou precisar de óculos, ou talvez lentes de contacto preservem melhor a minha imagem de verdadeiro GATOPARDO, género feminino, porque a verdade é que sou uma gata burguesa, muito mimada e bem tratada.

BOA PÁSCOA para toda a gataria das vizinhanças e respectivos Amigos/as

WILD THING


I never saw a wild thing sorry for itself
D. H. Lawrence


Nunca vi uma criatura selvagem arrependida
Foto e tradução do ET

quinta-feira, abril 13, 2006

GATOS SOLTOS


Of all God's creatures there is only one that cannot be made the slave of the lash. That one is the cat. If man could be crossed with the cat it would improve man, but it would deteriorate the cat.

Mark Twain, Notebook

Fotografia do Gato Pardo - 2005

AMADOS GATOS


Gatos e Livros são duas fontes de inspiração e alegria para o GATO PARDO. Cá na casa há uns Gatos e muitos livros. De entre estes, alguns livros de gatos.
Este AMADOS GATOS, de José Jorge Letria é uma presença de cabeceira para ler e reler. Sempre a saborear pequenas histórias ficcionadas cujos personagens são gatos de gente famosa, que os soube entender e amar, ou pura e simplesmente detestar, caso de Júlio César e Napoleão.
A maioria das edições sobre gatos disponíveis no mercado livreiro português são colectâneas de estrangeiros mal traduzidos, em que se percebe o instinto comercial da editora a fornecer presentes com capa atractiva para apreciadores de gatos.
José Jorge Letria, pelo contrário dá-nos uma obra prima. Pequenos contos numa prosa feita poesia e simplicidade. Páginas em que os gatos se passeiam a partilhar encantos e mistérios, só para apreciadores.
Claro que o Autor tem nove gatos em casa, que de certeza não são estranhos à qualidade do resultado final.
O GATO PARDO recomenda vivamente.

GATOS PACIFISTAS

Em 1968 foram enviados para o Vietname vários gatos que tinham recebido um treino especializado, para serem testados na selva. O teste, como grande parte dos donos de gatos já deve ter adivinhado, foi um fracasso.
Extracto do relatório oficial sobre o assunto :"...o animal conduzia as tropas a correr pelo meio da vegetação densa, numa perseguição a ratos e pássaros..."

Condensado de
Histórias Verdadeiras de Gatos, de Karen Dolan

Fotografia do Gato Pardo - 2006

domingo, abril 09, 2006

GATA BRANCA, GATO PRETO


O Gato Pardo hoje andou a passear junto à margem sul do Tejo, numa antiga zona industrial meia abandonada.
O local é muito bonito, com uma vista deslumbrante sobre o rio e a cidade de Lisboa. É habitado, segundo testemunhos de uns gatos locais, por diversas tribos de felinos não filiados em partidos nem aboletados em casas humanas. É uma comunidade felina hippie com sensibilidade e bom gosto quanto baste na escolha do seu território. Aqui ficam duas das imagens registadas.

Acrescente-se que achei estes gatos tristonhos, tão diferentes dos congéneres que às vezes encontro nas ruas de Londres, altivos, com o pelo a brilhar e bem alimentados de papas e mimos.

A forma como os animais são tratados define em multiplos aspectos as qualidades dos humanos respectivos. E por cá a dedicação é pouca..., como se pode vislumbrar na advertência, escrita numa porta da zona, contra quem se atreva a alimentar os gatos...

Texto e fotografias do Gato Pardo- 2006

terça-feira, abril 04, 2006

GATOS E FOTOGRAFIAS (Para a Pug e a Caiê...)



Cada fotografia é uma história.
Há a imagem, em negativo e positivo e, para lá do que se regista, há como que um aspecto mais íntimo: o momento único que proporcionou esse registo.
Os gatos a preto e branco das fotografias deste "post" e dos anteriores encontraram-se comigo na ilha de Rodes em Março de 2005.
Sempre que por lá tenho passado, ficam gatos de recordação.
Uma vez quiseram-me dar um gatinho muito pequeno, que tinha a mesma particularidade de Alexandre da Macedónia: um olho azul e outro verde.
Desta última estive junto ao mar, rodeado de uns gatos lindos, um dos quais me acompanhou pelas ruas...
Enfim, um gato numa fotografia é um personagem de uma história que podia ter sido escrita.
E, claro, os gatos são uns sábios, conhecem os amigos de imediato.

Texto e fotografias do Gato Pardo - 2006 e 2005

O GATO DO RAMALHETE


Um gato Queiroziano:

(...) um livro na mão, o seu velho gato aos pés. Este pesado e enorme angorá, branco com malhas louras, era agora (desde a morte de "Tobias", o soberbo cão são-bernardo) o fiel companheiro de Afonso. Tinha nascido em Santa Olávia, e recebera então o nome de "Bonifácio": depois, ao chegar à idade do amor e da caça, fora-lhe dado o apelido mais cavalheiresco de "D. Bonifácio de Calatrava": agora, dorminhoco e obeso, entrara definitivamente no remanso das dignidades eclesiásticas, e era o "Reverendo Bonifácio"...

Texto de Eça de Queiroz, in "Os Maias" - 1888; fotografia do Gato Pardo - 2005

PRIMA MINIE

Faz parte de uma Família apreciadora de gatos há já algumas gerações. Chama-se Minie e é a prima mais nova do Gato Pardo, a tal que vive em Lisboa num bairro com lindos palácios e prédios antigos restaurados.

Coube-lhe ocupar o lugar de uma velha Gata da mesma côr, chamada Rainha, que levou uma vida inteira de vádia nas ruas até arranjar emprego num escritório em Belém. Optou por uma reforma antecipada passando a dedicar-se por inteiro à Família. Até um dia em que a doença levou a melhor.

Foi um grande desgosto, mas no entretanto a Minie foi encontrada muito pequenina na rua e adoptada. Digam lá se não há gatas com sorte?

Texto e fotografia do Gato Pardo - 2006

sexta-feira, março 31, 2006

A JANELA DO GATO PRETO DO RIO SECO




Uma janela simples de uma casa decrépita num vale decadente de Lisboa.
De repente, um GATO PRETO de coleira encarnada, gordo na sua felicidade burguesa de felino doméstico, assume à janela, indiferente.
Indiferente à depressão colectiva a que os locais agora chamam crise.
Indiferente à miúda de calção azul que estende roupa.
Indiferente ao céu brilhante e luminoso daquele dia quente de verão.
Indiferente ao pombo rafeiro que ousa esvoaçar ao alcance de Sua Excelência e à curiosidade do observador, para quem aquela janela passou a ser a do
GATO PRETO de coleira encarnada.

Foto e palavras de ET estacionado no vale do Rio Seco, em Lisboa a 7-07-2005

sexta-feira, março 24, 2006

PEIXE GATO


Este gato muito jovem da colónia de gatos da Marina de Oeiras sabe que o peixe é um alimento recomendado

Azar do peixe, sacado ao mar por um pescador entediado

Coitado do peixe atraído por um isco furtivo a provar que até no mar pela boca morre o dito

Sorte do gato com tanta fartura que o peixe é maior que a fome

E assim o peixe vira gato e a vida continua sem nunca parar

À nossa volta....

Texto e foto do GATO PARDO

quarta-feira, março 22, 2006

MOMENTO DE LIBERDADE

A dignidade é um valor intrínseco de quem sabe viver em liberdade.
Tem subjacente uma sabedoria profunda que nem sempre encontramos no momento certo,
mas que é obvia no gato da fotografia.

Um amigo com quem me cruzei há meses junto à foz do Tejo.
Que me proporcionou algumas fotografias que são apenas testemunho do momento.

Um felino altivo, independente e livre. Generoso por me deixar registar o momento.

Cada vez gosto mais de Gatos. Dos meus, que há anos me aturam com a maior tolerância. Dos outros, aqui e ali...

GATO PARDO

terça-feira, março 21, 2006

GATO PARDO SOCIAL



Prima CLARINHA DA CÂMARA observando São Bento da sua janela pombalina

Foto inicial: o venerando diácono CIPRIANO comentando a OPA sobre a Opus Gay

Fotos Escorpião 2006

Diz a CLARINHA que é tudo verdade. Testemunhado por ela mesma à porta de um bar Gay de São Bento.

A comunidade local está agitada perante rumores persistentes de que circulos próximos do OPUS DEI se preparam para lançar uma OPA sobre a sua rival de longa data OPUS GAY.

Trata-se de uma OPA hostil segundo nos garantiu o gato RAINBOW, na sua qualidade de porta-voz da OG.

Quem lamenta profundamente a situação é o venerando gato CIPRIANO, acólito do Patriarcado do Campo de Santana e tido como próximo de D. Carlos Azeredo:

- Lamentamos a situação. D. Carlos está atento e vê no acontecimento um gesto do Alto no sentido de redimir ovelhas tresmalhadas. E D. Carlos - períto em fenómenos transcendentes testemunhados por ovinos da Serra de Aire por volta de 1917 e Pastorinhos respectivos - não se engana. E o bom Caminho leva sempre a Roma - acrescentou CIPRIANO já concentrado para a sua oração matinal, mas ainda babado de prazer após devorar uma suculenta RATINHA apanhada fatalmente distraída na via pública.

Bem hajam a Clarinha, o Rainbow e o Cipriano nesta fábula tão capital...

O GATO PARDO

sexta-feira, março 10, 2006

GRIPE DAS AVES - FALSO ALARME


A população de PORTUGAL e arredores pode respirar de alívio.

Ainda não foi desta que entrou nas primeiras páginas da imprensa mundial.

O pato selvagem capturado recentemente, cuja atitude suspeita chegou causar o pânico entre grupos de cidadãos atentos e preocupados,
afinal não era portador da Gripe das Aves.

FALSO ALARME.

Fotografia: o garboso pato selvagem, num intervalo da sua viagem migratória sob Portugal, fotografado a bordo do Navio- Escola SAGRES, num exclusivo para o GATOPARDO

quinta-feira, março 09, 2006

NINA HÁ 17 ANOS



Faço hoje 17 anos. Mais uns 12 meses e atinjo a maioridade.

O tempo tem corrido sob as minhas patas.

Parece que foi ontem que me compraram numa loja de Alvalade, alí para Lisboa.

Foi a minha sorte, pois vinha doente e só a dedicação de uma amiga permitiu chegar até aqui.
E não me queixo desta vida de gata. Tenho uma casa com imenso espaço, um sofá confortável, muitos livros para ler (prometo que não personalizo mais lombadas...) e mais três amigos, mais novos: o Barrabás, meu camarada inseparável de várias guerras, a Kikas, que aderiu ao Gang em 1999 e o recruta mais recente, o Garfield...

My life is a success cat story...

Imagens : da esquerda para a direita, a aniversariante no dia dos 17 anos; a Nina com o Barrabás em momento de pausa durante uma tertúlia literária.